segunda-feira, 9 de junho de 2008

Cinergia da vida

Tudo passa, tudo retorna,
A roda da vida gira eternamente.
Muitos lutam pela sempre juventude
Em vão! O tempo escoa friamente.

Todos os meios são insuficientes
Olhamo-nos e já não mais estamos
Há um outro “eu”
Em nossos futuros presentes.

Nosso corpo se transforma
Nossa mente se altera
Nosso ser não é porque
É o devir que nos espera.

Somos nós os mesmos
Ou outros a cada era?

Não há espaço para desespero
Nem angústia ou desgosto
O espírito deve seguir tranqüilo
O percurso já pressuposto.

Com exercícios mantém-se a forma
Que permite percorrer o caminho;
Com a reflexão ocupa-se a mente
Como as letras a um pergaminho.

A memória nos faz quem somos
Por construir em nosso espírito
Duas linhas em paralelo

À do amor, a primeira delas,
Segue-se a do sofrimento;
Ambas em conjunto
Estabelecem o comportamento

Desta relação dialética,
Resulta nossa história
A vivência não é preocupação
Com a eternidade da perda ou glória

O decorrer de nossa vida
É ponderação e balanceamento
É a busca do equilíbrio
Entre o amor e o sofrimento

terça-feira, 27 de maio de 2008

Estar Feliz

Estou feliz e canto
Pois tenho meu próprio canto
Tenho meu trabalho e emprego
E a Deus meu futuro entrego

Sou feliz e canto
Tenho tudo que preciso e desejo
Tenho um lugar para morar
E outro para trabalhar

Sou feliz e canto
Realizo eu todo meu encanto?
Consigo o alcance de meu projeto?
Ou tudo para mim é só objeto?

Sou feliz e canto
Meus sonhos são meu alimento
Vivo meu presente pois passado
Faz futuro só em pensamento

Sou feliz e canto
Vivo a vida que escolhi!”
De todas as possibilidades
Valem apenas as que vivi!

sábado, 5 de abril de 2008

Universo na individualidade e Horizontes para infinidade

Nós somos sozinhos, porque somos cada um universo em nossa individualidade e existimos no horizonte de nossa totalidade.

Porém não estamos sozinhos, porque na supra-assunção de nossos horizontes encontramos a infinidade.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Inauguração

Este espaço inicia-se hoje e se destina a transgredir palavras com o fim de questionar a modernidade que hoje vivenciamos. Aqui as palavras são transgredidas porque apresento textos, reflexões, prosa e poesia, frutos todos de minhas angústias com o momento em que vivemos, com a sociedade, a comunidade, o indivíduo e, principalmente a arte e o ofício de escrever. Busco discutir questões de filosofia, literatura e a escrita por meio da própria escrita. Serão as palavras, uma vez transgredidas, que me permitirão a leitura, o alcance e a descrição do universo possível. Desde já agradeço aos meus futuros leitores que comigo comungam do prazer de ler e escrever.