segunda-feira, 9 de junho de 2008

Cinergia da vida

Tudo passa, tudo retorna,
A roda da vida gira eternamente.
Muitos lutam pela sempre juventude
Em vão! O tempo escoa friamente.

Todos os meios são insuficientes
Olhamo-nos e já não mais estamos
Há um outro “eu”
Em nossos futuros presentes.

Nosso corpo se transforma
Nossa mente se altera
Nosso ser não é porque
É o devir que nos espera.

Somos nós os mesmos
Ou outros a cada era?

Não há espaço para desespero
Nem angústia ou desgosto
O espírito deve seguir tranqüilo
O percurso já pressuposto.

Com exercícios mantém-se a forma
Que permite percorrer o caminho;
Com a reflexão ocupa-se a mente
Como as letras a um pergaminho.

A memória nos faz quem somos
Por construir em nosso espírito
Duas linhas em paralelo

À do amor, a primeira delas,
Segue-se a do sofrimento;
Ambas em conjunto
Estabelecem o comportamento

Desta relação dialética,
Resulta nossa história
A vivência não é preocupação
Com a eternidade da perda ou glória

O decorrer de nossa vida
É ponderação e balanceamento
É a busca do equilíbrio
Entre o amor e o sofrimento

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