sexta-feira, 6 de julho de 2012

Última Instância - Nietzsche X Kant: livro traz importante debate para o Direito

Partindo do que se chama “Totengespräche”, i.e., do diálogo entre mortos, o autor estabelece um debate entre os pensamentos de Kant e Nietzsche, pontuando com clareza a metodologia empregada, a qual exige, em virtude da distância que separa tais pensadores, uma complexa articulação de argumentos, didática e sofisticadamente empregados para trabalhar as questões lançadas.

Embora seja trabalho no campo da Filosofia, a obra tem ampla repercussão no Direito, pois parte de indagações sobre o conceito de dignidade humana, vida humana, responsabilidade e imputabilidade, sendo as duas últimas questões atualíssimas da dogmática jurídica.

Leia a matéria completa no link abaixo


Última Instância - Nietzsche X Kant: livro traz importante debate para o Direito

Sem palavras

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Fenomenologia e Hermenêutica


Questão sobre Heidegger:


Por que ele propõe uma fenomenologia fundada na hermenêutica?


Qual seria a implicação disso para o viver humano?


E para o Direito?


Sugestão de Leitura: Ser e Tempo, §§ 6º e 7º


quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Esquecer nos faz ser quem somos





Esquecer nos faz ser quem somos. Como disse Schopenhauer, não é possível lembrar tudo que se leu, assim como não é possível guardar tudo que se comeu. Da mesma forma, não é possível guardar tudo que se viveu. Como o alimento que nutre o corpo, quando trabalhado por este, a memória “constrói” nossa identidade, selecionando nossas vivências, filtrando nossa experiência, retendo a substância dada por nossa emoção e interesse.



O esquecimento é a garantia de nossa identidade; com ele e por ele moldamos nossa personalidade, compomos uma assemblage de causas e fatores imperceptíveis. Quando prestamos atenção, quando dirigimos nosso olhar a nós mesmos, já somos e não sabemos bem porquê. Nosso conhecimento não é a soma do que vimos, sentimos e vivemos, porém, um processo complexo de motivação e esquecimento. Nós somos porque esquecemos.



Não é à toa que Heidegger fala do esquecimento do ser. Foi este esquecimento que gerou o sujeito moderno, voltado para si, partindo de si, mas lançado a imensidão de seu vazio. Portador e titular da razão – a máxima senhora de todo saber –, que o faz dono do instrumento e da técnica, ao mesmo tempo em que o abandona em sua solidão. A razão é a essência do homem, enquanto é a dissipação do humano. A razão desconhece o esquecimento, pois habita no esquecer do esquecer.



O esquecer da razão não tem gosto, não tem sabor, não tem vivência, porque esta é o esquecimento do que foi profundamente experienciado e agudamente sentido. O esquecimento nos marca na alma, no coração, no corpo, na fala, porém não na razão.



Esquecer nos faz ser quem somos; pensar nos faz ser quem não somos.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Manual do Pseudo Intelectual


Manual do Pseudo Intelectual
Jarbas D'Accorsi

Esse livro merece consideração, pois ele fornece todas as dicas para se tornar um pseudo-intelectual (alias, pseudointelectual pela nova ortografia). 

Veja os exemplos:

- escolha autores sobre quem nunca se ouviu falar;
- escolha obras de autores conhecidos sobre as quais pouco se falou;
- trate os autores pelo primeiro nome, isso demonstra intimidade;
- assuma hobbies diferentes, como jogar gamão ou jogos eletrônicos antigos;
- leia filósofos pouco conhecidos como Ibn Sina ou Orígenes (leia, quer dizer, pesquise no google)
- cite Nietzsche a vontade (frases curtas para não se enrolar)
- critique sempre o capitalismo, o mercado e as elites;
- trate do assunto da semana como se fosse algo do passado;
- quando alguém falar de política, fale de cultura e vice-versa;
- diga que estuda uma lingua difícil, como grego ou alemão (mas nunca mencione o nível em que está)
- descubra e defenda sempre o lado oprimido nos temas da semana;
- coloque quadros bonitos com frases sem sentido em redes sociais (essa dica está na última edição)
- ainda em redes sociais, lance uma frase que denote solidão por incompreensão alheia (na última edição)
- diga que vc já foi meio famoso;
- questione a classe das celebridades, sem demonstrar que é a essa que vc gostaria de pertencer

Vá em frente, vc pode ser um grande (pseudo)intelectual.

Jarbas D'Accorsi garante!


segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Mentira e Verdade


Com a boca se mente, é verdade; mas com os gestos, que se fazem na ocasião, descobre-se a verdade.

Aforismo 166 - Além do Bem e do Mal



Nietzsche


OBS: o filósofo mais citado entre os prozaquianos e entre os pseudointelectuais




sábado, 21 de janeiro de 2012

Existente Vivente - versão 2012



Homem, ser

Presente

De si ausente


 
Homem, ente

Felicidade,

Pretendente


 

Homem, existente

Consumo,

Inerente

Solidão,

Ingrediente



 
Dialética realidade:

Oh humano!

Pura alteridade!





Feliz 2012